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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"O PCB E OS ROMANCES DA DÉCADA DE 1930"


JORGE AMADO é mais conhecido do grande público pelas adaptações para a televisão e o cinema. Lembrar que somente agora o filme "Tropa de Elite II" superou a bilheteria nacional de "Dona Flor e seus Dois Maridos" que ocupava o primeiro lugar. Quem quiser conhecer o ideário comunista da década de 1930 no Brasil, leia com o coração estes 2 romances magníficos: JUBIABÁ (1935) e CAPITÃES DE AREIA (1937).

GRACILIANO RAMOS publicou SÃO BERNARDO (1934) e  quando se preparava para publicar ANGÚSTIA, foi preso pelo regime de Getúlio Vargas em decorrência da Intentona Comunista de 1935 , este período foi relatado no livro MEMÓRIAS DO CÁRCERE, publicado após sua morte em 1953. Já fora da prisão e instalado no Rio de Janeiro como inspetor federal de ensino publicou VIDAS SÊCAS (1938). Fato interessante é que ele só se filiou ao PCB em 1945.



RACHEL DE QUEIROZ em 1928 ingressa no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Publica em 1930, O QUINZE que a tornou nacionalmente conhecida. Foi presa em 1937 acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Reflexão sobre o Prêmio Nobel de Literatura


Ontem escrevi sobre a ganhadora do Nobel de Literatura de 1945. Foi mais como pretexto para chamar a atenção para a poesia. 
Gostaria de ressaltar que toda vez que deixamos alguém ou algum grupo decidir sobre qualquer coisa, o fará baseado em suas preferências e convicções. Acho que isto não desmerece o escolhido, nem os rejeitados; apenas deveríamos deixar claro que representa a opinião de alguns e não uma “verdade absoluta”. 
O melhor é quando possuímos formação e cultura suficiente para fazermos as nossas próprias escolhas. 
Como ocidentais temos a tendência de nos guiarmos pela “razão” (normalmente imposta por terceiros), sem o exercício da “dialética” ou como gosto “do contraditório”. 
Prefiro sempre falar mais de "livros" do que de seus autores. Acho este conceito de “conjunto da obra” ruim. Na minha visão, “Canto Geral” (Neruda), ”100 Anos de Solidão” (Garcia Marquez), “Memorial do Convento” ( Saramago, único escritor de língua portuguesa a obter o Nobel), “Conversa na Catedral” (Vargas Llosa) e outros mais; estão acima e muito além de seus autores. 
Os grandes livros terão vida longa e seus autores breve, algumas vezes irrelevante ou medíocre. Conhecer a biografia de um escritor, esperando que isto ajudará a enriquecer sua obra, normalmente causa decepção. 
O ato de criar, qualquer obra escrita, transcende a pequenez da figura humana e quando leva a uma "transfiguração",  no sentido de transformar em outra coisa, mesmo que imaginária, estamos diante de algo eterno e maravilhoso!

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