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sábado, 31 de dezembro de 2011

Kairos vs. Chronos

Nunca gostei da imposição e compromissos marcados forçosamente pelo calendário. Hoje, com a proliferação das festas e os excessos, fico ainda mais incomodado.
O objetivo de reverenciar ou comemorar foi totalmente banalizado. Prefiro contar com a solidariedade sincera, abraço fraternal e calor afetivo daqueles que não precisam de nenhum motivo específico para se manifestar.
Não é sem razão que Jesus usa a expressão "até o fim dos tempos". Sem contar o tempo é que viveremos a eternidade.
Deixo com vocês esta canção de André Luna que é uma boa reflexão sobre este tema.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Invenção do Tempo: o Calendário

     Albert Einsten disse: "espaço e tempo são modos pelos quais o homem pensa o mundo, e não condições sob as quais ele vive". As fórmulas para contar o tempo variaram geográfica e historicamente. Alguns são baseados no movimento do Sol, da Lua, nas estações do ano, na alternância entre os dias e as noites.
     Os calendários que ainda são muito utilizados em nossos dias são o lunar (calendário islâmico), o solar-misto (calendário gregoriano) e o luni-solar (calendário hebráico).
     O calendário lunar usa a unidade de medida do tempo chamada mês baseado nas fases da Lua no céu. O período de tempo entre duas lunações tem o valor aproximado de 29,5 dias. Como o comprimento do mês lunar rapidamente se perde dentro das estações. Eles compensam isto adicionando um mês extra quando necessário para realinhar os meses com as estações.
     O calendário solar usa a unidade de medida do tempo chamada ano, que se aproxima do ano tropical da Terra (um completo ciclo das estações) para facilitar o planejamento de atividades agrícolas. O ano solar médio tem a duração de aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos (365,2422 dias). A cada 4 anos, as horas extra acumuladas são reunidas no dia 29 de fevereiro, formando o ano bissexto com 366 dias.
     O nosso calendário foi adotado a partir de 1582 sendo o papa Gregório XIII, o que explica o nome gregoriano.
     Após estas informações vamos aproveitar para relembrar este lindo poema de Mario Quintana.

AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...


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